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Larissa Queiroz, Gestalt-terapeuta
Edição: DOS&
Colaboração: Ricardo Bug, Grafiteiro
@bug063
@bug063 grafiteiro
Sobre graffiti, arte urbana, empreender sendo artista
Sobre graffiti, arte urbana, empreender sendo artista
Do caderno ao muro, o início de Ricardo Bug no graffiti.
Do caderno ao muro, o início de Ricardo Bug no graffiti.
Antes de se expressar através de muros, já declarava em folhas de papel. Assim como qualquer criança brasileira, Ricardo Bug se interessava pelos gibis da Turma da Mônica mas havia um plus: pelas lentes ampliadas de um artista, as letras estilizadas dos quadrinhos chamavam atenção para além da história em si. “Eu desenhava essas letras no meu caderno do ensino fundamental”, lembra. Na escola, também era comum ser o primeiro escolhido quando o trabalho pedia desenho em cartolina. E daí foi treinando esse olhar.
Antes de se expressar através de muros, já declarava em folhas de papel. Assim como qualquer criança brasileira, Ricardo Bug se interessava pelos gibis da Turma da Mônica mas havia um plus: pelas lentes ampliadas de um artista, as letras estilizadas dos quadrinhos chamavam atenção para além da história em si. “Eu desenhava essas letras no meu caderno do ensino fundamental”, lembra. Na escola, também era comum ser o primeiro escolhido quando o trabalho pedia desenho em cartolina. E daí foi treinando esse olhar.
O primeiro contato com o graffiti veio aos 11 anos, durante viagens de carro. Enquanto as paisagens passavam, ele observava e se encantava com as paredes das cidades grandes, que muitas vezes passam despercebidas. Logo depois, o irmão mais velho começou a pintar na rua e o levou junto. “Ele foi meu primeiro professor”, conta.
O primeiro contato com o graffiti veio aos 11 anos, durante viagens de carro. Enquanto as paisagens passavam, ele observava e se encantava com as paredes das cidades grandes, que muitas vezes passam despercebidas. Logo depois, o irmão mais velho começou a pintar na rua e o levou junto. “Ele foi meu primeiro professor”, conta.

img via @063bug
Sketchbook Picos de Graffiti
Ricardo pintou com ele até os 16 anos, quando pausou para estudar. Cinco anos depois, refletindo sobre o que realmente gostava de fazer, decidiu voltar para onde sua alma habita.
Ricardo pintou com ele até os 16 anos, quando pausou para estudar. Cinco anos depois, refletindo sobre o que realmente gostava de fazer, decidiu voltar para onde sua alma habita.
"Eu entendi que o graffiti era algo que eu genuinamente gostava de fazer e que me fazia muito bem.”
“Eu entendi que o graffiti era algo que eu genuinamente gostava de fazer e que me fazia muito bem.”
Graffiti no Tocantins e expressão artística
Graffiti no Tocantins e expressão artística
A partir dali, a arte virou uma ferramenta de expressão do eu e do coletivo tocantinense.
A partir dali, a arte virou uma ferramenta de expressão do eu e do coletivo tocantinense.
“Eu entendi que virou uma forma verdadeira de expressão pra mim, das minhas ideias, da minha fuga. E nessa jornada, conheci os grafiteiros da cidade que até então eu só via pelas tags: Cacuda, Ludbird, Kodó…”
“Eu entendi que virou uma forma verdadeira de expressão pra mim, das minhas ideias, da minha fuga. E nessa jornada, conheci os grafiteiros da cidade que até então eu só via pelas tags: Cacuda, Ludbird, Kodó…”
Partindo de Palmas City e da parceria de colegas que começaram aqui, logo conheceu nomes do Brasil a fora, que conectou nos confins da internet, nos eventos e nas viagens, ou mesmo que passaram pelo Tocatexas.
Partindo de Palmas City e da parceria de colegas que começaram aqui, logo conheceu nomes do Brasil a fora, que conectou nos confins da internet, nos eventos e nas viagens, ou mesmo que passaram pelo Tocatexas.
“Hoje eu valorizo muito essa ponte com outros artistas, sejam locais, de outros estados ou países, porque acredito no aprendizado que a troca de ideias e referências proporciona.”
“Hoje eu valorizo muito essa ponte com outros artistas, sejam locais, de outros estados ou países, porque acredito no aprendizado que a troca de ideias e referências proporciona.”
Picos de Graffiti: sketchbook brasileiro e acessível
Picos de Graffiti: sketchbook brasileiro e acessível
Essa relação com a troca aparece na sua criação queridinha: o sketchbook Picos de Graffiti. A ideia nasceu quando Ricardo viu na internet um caderno com imagens de paredes e muros, mas o produto era gringo e caro demais para importar. “Foi aí que pensei em criar um 100% brasileiro”.
Essa relação com a troca aparece na sua criação queridinha: o sketchbook Picos de Graffiti. A ideia nasceu quando Ricardo viu na internet um caderno com imagens de paredes e muros, mas o produto era gringo e caro demais para importar. “Foi aí que pensei em criar um 100% brasileiro”.
Para realizar essa empreitada, ele contou com seu conhecimento em design gráfico mas o resto foi pesquisa, tentativa e aprendizado. “Essa é uma das partes mais massas de ser artista: aprender a se virar pra transformar ideia em coisa real.”
Para realizar essa empreitada, ele contou com seu conhecimento em design gráfico mas o resto foi pesquisa, tentativa e aprendizado. “Essa é uma das partes mais massas de ser artista: aprender a se virar pra transformar ideia em coisa real.”
Primeira exposição de graffiti em Palmas
Primeira exposição de graffiti em Palmas
Em 2025, esse percurso ganhou um marco importante com a primeira exposição de graffiti da crew Bloco dos Dedo Sujo no Sesc Palmas. “Foi um passo muito importante pra nossa crew”, diz.
Em 2025, esse percurso ganhou um marco importante com a primeira exposição de graffiti da crew Bloco dos Dedo Sujo no Sesc Palmas. “Foi um passo muito importante pra nossa crew”, diz.
A cena tocantinense, para ele, é rica justamente quando se apoia nas próprias referências e por isso Bug faz questão de abrir espaço para curiosos “Estamos abertos para quem tiver curiosidade de começar no graffiti e não sabe por onde começar, seja para pessoas que já sabem desenhar ou não”
A cena tocantinense, para ele, é rica justamente quando se apoia nas próprias referências e por isso Bug faz questão de abrir espaço para curiosos “Estamos abertos para quem tiver curiosidade de começar no graffiti e não sabe por onde começar, seja para pessoas que já sabem desenhar ou não”
Empreender sendo artista
Empreender sendo artista
Durante a conversa, um tópico entrou em cena: como empreender sendo artista sem esvaziar o sentido do que se cria? “Empreender sendo artista é justamente saber equilibrar o valor conceitual com o comercial”, afirma.
Durante a conversa, um tópico entrou em cena: como empreender sendo artista sem esvaziar o sentido do que se cria? “Empreender sendo artista é justamente saber equilibrar o valor conceitual com o comercial”, afirma.
Essa tensão entre criação e sustento aparece em muitas trajetórias de artistas brasileiros, onde valorizar o trabalho artístico também significa reconhecer o tempo, a técnica, a pesquisa e o repertório que existem por trás de cada obra.
Essa tensão entre criação e sustento aparece em muitas trajetórias de artistas brasileiros, onde valorizar o trabalho artístico também significa reconhecer o tempo, a técnica, a pesquisa e o repertório que existem por trás de cada obra.
No caso do Picos de Graffiti, a preocupação foi clara desde o início - criar algo que ajudasse iniciantes, aproximasse quem já pinta e também resgatasse a sensação da rua para quem já deixou a prática de lado.
No caso do Picos de Graffiti, a preocupação foi clara desde o início - criar algo que ajudasse iniciantes, aproximasse quem já pinta e também resgatasse a sensação da rua para quem já deixou a prática de lado.
“Em todo momento eu fiquei preocupado em estar utilizando de uma cultura para poder monetizar. Então, a todo momento tenho o cuidado de trazer algo que faça sentido e não somente criar e monetizar em cima de uma cultura.”
“Em todo momento eu fiquei preocupado em estar utilizando de uma cultura para poder monetizar. Então, a todo momento tenho o cuidado de trazer algo que faça sentido e não somente criar e monetizar em cima de uma cultura.”
Como valorizar o trabalho artístico?
Como valorizar o trabalho artístico?
Para Ricardo, a valorização artística começa pelo gesto de comprar a arte de quem produz localmente, mas também reconhece o peso dos apoios cotidianos. “Dou muito valor a quem prestigia e elogia nosso trabalho pessoalmente, seja seguindo, curtindo, comentando ou compartilhando.”
Para Ricardo, a valorização artística começa pelo gesto de comprar a arte de quem produz localmente, mas também reconhece o peso dos apoios cotidianos. “Dou muito valor a quem prestigia e elogia nosso trabalho pessoalmente, seja seguindo, curtindo, comentando ou compartilhando.”
No fim, o que sustenta o trabalho dele é essa combinação de prática, troca e responsabilidade. Entre o caderno, o muro e o sketchbook, Ricardo foi desenhando uma forma de estar no mundo sem perder de vista aquilo que o fez voltar.
No fim, o que sustenta o trabalho dele é essa combinação de prática, troca e responsabilidade. Entre o caderno, o muro e o sketchbook, Ricardo foi desenhando uma forma de estar no mundo sem perder de vista aquilo que o fez voltar.
“Em todo momento eu fiquei preocupado em estar utilizando de uma cultura para poder monetizar. Então, a todo momento tenho o cuidado de trazer algo que faça sentido e não somente criar e monetizar em cima de uma cultura.”
“Em todo momento eu fiquei preocupado em estar utilizando de uma cultura para poder monetizar. Então, a todo momento tenho o cuidado de trazer algo que faça sentido e não somente criar e monetizar em cima de uma cultura.”
Microdose com @bug063
Microdose com @bug063
O que faz quando surge bloqueio criativo?
O que faz quando surge bloqueio criativo?
Pintar na rua, acredite, quando ficamos 2h pintando um muro, ele conversa contigo e desbloqueia muitos pensamentos.
Pintar na rua, acredite, quando ficamos 2h pintando um muro, ele conversa contigo e desbloqueia muitos pensamentos.
Um livro muito bom?
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Uma descoberta no Tocantins?
Uma descoberta no Tocantins?
Taquaruçu 365, iniciativa que propõe movimentar o turismo de Taquaruçu durante o ano todo.
Taquaruçu 365, iniciativa que propõe movimentar o turismo de Taquaruçu durante o ano todo.
Um conteúdo estimulante que você tem consumido?
Um conteúdo estimulante que você tem consumido?
Os vídeos do Bruno Ricci, um mineiro que cria miniaturas de brasilidades.
Os vídeos do Bruno Ricci, um mineiro que cria miniaturas de brasilidades.
Uma citação?
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"Uma pessoa que nunca cometeu um erro nunca tentou nada de novo".
"Uma pessoa que nunca cometeu um erro nunca tentou nada de novo".
Colaboração: Ricardo Bug, Grafiteiro
Edição: DOS&
@assinedose conecta curiosos e criativos para experiências e descobertas na cena local do Tocantins
@assinedose conecta curiosos e criativos para experiências e descobertas na cena local do Tocantins


img via @063bug
Sketchbook Picos de Graffiti
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